domingo, 9 de setembro de 2018

SNK Heroines - Review

Enfim, anteontem no Japão(e ontem no resto do mundo) foi lançado o mais novo título de luta da SNK, o SNK HEROINES: TAG TEAM FRENZY, o sucessor espiritual do título de bolso "Gals Fighters" que reúne várias personagens femininas da empresa, a grande maioria oriunda do KOF 14. É um "spin-off" dele.
Não é nenhum arrasa-quarteirão, mas achei divertidinho. Um pouco abaixo do que eu esperava, mas ainda assim um bom jogo. Ele tem dois públicos-alvo distintos: o primeiro é o fã hardcore dos títulos da SNK(em especial de King of Fighters, é claro, mas sem esquecer os outros títulos de sucesso), que pode perceber inúmeras referências presentes no game para nenhum fã botar defeito(os finais do game - já disponíveis no Youtube - são hilários e imperdíveis). E o outro é o jogadores que tem interesse em aprender jogos de luta mas ainda está começando e ainda não tem muita intimidade e experiência com eles, já que os comandos são bem simples, é tudo acionado ao toque de botão ou direção + botão, sem a necessidade de comandos mais complexos como o "meia lua soco". Recomendadíssimo.
Agora, para os jogadores que focam exclusivamente no competitivo, em títulos mais profundos e complexos, o SNK Heroines não é recomendado. Ele é do subgênero "anime games"(ou "bagunção" como diria o camarada Marcos) e a Arc System Works tem títulos mais recomendados para este tipo de jogador, como Guilty Gear Xrd Rev 2, Dragonball Fighter Z e Blazblue Cross Tag Battle. É um jogo sem dúvida para o jogador casual(ou para o jogador competitivo que quiser se desestressar depois de um dia inteiro cruzando com Cammys no Street Fighter V Arcade Edition).
O elenco é bom, mas poderia ser melhor. Focaram demais no KOF XIV e ele não é tão variado. Ficaram de fora personagens que cairiam como uma luva nele, como a Hinako do KOF 2000 ou a Akari do Last Blade. De personagens "inéditas" em relação ao KOF 14, só Terry Bogard(em versão feminina) e Shermie. O vilão/chefe final é Kukri, o Homem-Areia esquisitão inimigo do protagonista Shun'Ei em KOF 14.
Cada personagem tem três roupas disponíveis, uma roupa "padrão"(geralmente inédita para a personagem, por exemplo, a Kula com a roupa da Angel, a Zarina com a roupa do Bandeiras e a Muimui com roupa de novela de época), a segunda roupa seria equivalente à roupa "nostalgia" do Street Fighter V(equivalente à roupa padrão da personagem no KOF 14), e a terceira uma roupa mais nada a ver(o equivalente ao "Traje de Batalha" do Street Fighter V. É possível personalizar e misturar os itens(por exemplo, dá para jogar com Terry com o tapa-olho do Heidern).
Os gráficos estão melhores que no KOF 14, as personagens estão maiores, com zoom nos combates, só às vezes a poluição visual exagerada incomoda um pouco.
Os artworks estão lindíssimos, padrão SNK.
As músicas estão boas, mas nada de cair o queixo. Seguem o padrão atual de "música de cenário e música de personagem". Tem vários efeitos sonoros conhecidos de clássicos da SNK. Na tela de seleção, quando a personagem escolhida, o narrador fala o nome dela.
Os diálogos do jogo são bem ricos, quem tiver paciência vai passar horas no modo arcade, TODAS as combinações de duplas têm diálogos específicos. Existem algumas "duplas certas" que liberam ilustrações especiais ao terminar o jogo.
A SNK não esqueceu da gente, o idioma português brasileiro está persente. Os cinco idiomas presentes no game são os 4 idiomas da SNK clássico(inglês, japonês, espanhol MX e português BR), mais o francês(exatamente os mesmos do KOF 14).
O online só tem partida rápida e partida em sala(saguão de batalha). O jogo é tão casual que nem existem lutas ranqueadas nele.
Agora, por último, o que interessa, os controles.
O jogo se utiliza de vários botões(deve ser legal de jogar em teclado): ataque fraco, ataque forte, especial(direção + esse botão ativa os golpes), arremesso, troca, finalização(Danger Move), e... defesa! Isso mesmo. Aqui se defente com botão igual no Mortal Kombat. Nada de crossups no jogo(nem mixups, já que as personagens também não se abaixam e não existe gancho nem rasteira no game). Segure o botão de defesa e aperte uma direção para executar o rolamento. O jogo também tem air dash, marca registrada dos "bagunções".
Os comandos são simples e fáceis, mas confundem um pouco no começo para quem está acostumado com os jogos mais tradicionais. Sobre os itens, acho que eles serão banidos do competitivo, já que eles são ativados com o analógico direito, o que automaticamente deixa em desvantagem quem tem fightstick ou fightpad.
As lutas acabam rápido demais(mais até do que em Marvel 3 e BBTag), é só metade do sangue e um round só. Conforte se vai perdendo vida, o espaço para a barra de especial vai aumentando. Assim como no Art of Fighting, os especiais consomem barra, e quando ela acaba os golpes perdem força. Para conseguir a vitória não basta reduzir a vida do oponente a zero, é preciso finalizá-lo com um Danger Move.
Se o sangue acabar com um ataque normal, o boneco ficará tonto, semelhante ao "Finish Him". É um prato cheio para quem gosta de fazer "teabag".
Nota final: 7,5.

domingo, 1 de abril de 2018

DBFZ unindo a FGC

Parece que o Dragon Ball Fighter Z, enfim, foi o jogo que conseguiu unir todos os "nichos" da comunidade dos jogos de luta(ao menos os títulos que não são 3D):

jogador de Street Fighter joga DBFZ,
jogador de Marvel vs Capcom joga DBFZ,
jogador de KOF joga DBFZ,
jogador de Guilty Gear joga DBFZ,
jogador de Mortal Kombat joga DBFZ,
e até jogador de Smash joga DBFZ!

2 rapidinhas sobre o Carioca:

1- Infelizmente, o Flamengo continua sendo o recordista de vexames no Brasil.
2- Como esperado, a Taça Guanabara e a Taça Rio não serviram para absolutamente nada.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Rapidinhas com Devaneios 23/03/18

1- Palpite meu: com a Arc System Works vivendo uma grande fase(talvez a maior de sua história), já dá até para sonhar com um histórico Crossover "Street Fighter vs Guilty Gear", ou quem sabe até um "Capcom vs Arc System Works." Sonhar não custa nada... ou quase nada. Acho que sai primeiro que o Tekken vs Street Fighter que, ao que parece, subiu no telhado.
2- Polêmica da semana no esporte: parece que os Correios vão patrocinar o squash com a justificativa de que o esporte tem chance de entrar no cronograma das Olimpíadas de 2024. Tem muito esporte cotado para Paris 2024, incluindo... os esportes eletrônicos! Quem sabe? Hein, hein, hein?

segunda-feira, 5 de março de 2018

A Onda dos "Pré-Torneios"

Hoje em dia, em muitos torneios esportivos pelo mundo, a moda é colocar uma competição preliminar antes da competição principal em questão. Elas existem para agradar ao público, patrocinadores, e darem uma nova chance para jogadores/times que em uma caminhada "normal", não se qualificaria para o evento, dando uma nova chance a eles. É uma versão moderna(ou "gourmet", se preferir) de uma repescagem. Alguns deles são inclusive mais emocionantes e difíceis que a primeira fase "oficial" do torneio a que eles pertencem. O primeiro evento do tipo que ouço falar, desde pequeno, são os qualifiers de torneios de Grand Slam do tênis. Mas sem dúvida o "pré-torneio" mais popular do mundo é a Pré-Liga da Liga dos Campeões da UEFA, Com três fases, tem jogos muito bons principalmente na última fase e os poucos sobreviventes vão para a fase de grupos da "Champions". Alguns times que ficam pelo caminho vão para a Liga Europa.

Outros exemplos:

Pré-Libertadores: existe desde o meio da década passada, mas foi reformulada ano passado e agora conta com quase 20 times, onde apenas 4 sobrevivem e passam para a fase de grupos.
Pré-Olímpico Mundial de Basquete Masculino: esse é sem dúvida o mais difícil de todos. Vários times(inclusive europeus com chance de medalha) se degladiam e só sobram três para os Jogos.
Campeonato Carioca: hoje em dia tem a seletiva, onde os dois time que subiram no ano anterior mais os 4 piores do campeonato passado disputam duas vagas para o torneio em si. É bem cruel, pois para quem perde, o ano ao invés de começar, pode acabar depois do Carnaval.
Copa do Brasil: não é oficial, é uma opinião minha: 80 times entram na disputa, onde sobram 5 que se juntam aos 11 que entram nas oitavas de final para o início de verdade do torneio.
Capcom Cup: tem os torneios "Last Chance", uma mata-mata com mais de 100 jogadores onde só o campeão sobrevive.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Beta Aberto DBFZ

Enfim, no final do mês chega às prateleiras o Dragon Ball Fighter Z. Cada fã da série e dos jogos de luta agora pode bater no peito e dizer que "eu vivi para ver um jogo de luta de verdade de Dragon Ball Z".
(o que havia mais se aproximado disso era o Hyper Dimension do Super Nintendo)

Estou baixando o demo tanto dele quanto do Final Fantasy Dissidia, vamos ver qual vai me divertir mais.